Experiências

Heróis, sacis, princesas e Zezé!
 
Desde pequeno devorava histórias em quadrinhos. Lia gibis de super-heróis da Marvel com as histórias do mitológico deus nórdico Thor, dos mutantes X-Men, do Homem-Aranha e muitos outros. É interessante que conheci a história Édipo Rei numa referência intertextual com os personagens Visão, Ultron e Jocasta, dos Vingadores, quando tinha uns oito anos de idade. É claro que hoje em dia vou ao cinema para “curtir” as adaptações desses fantásticos heróis. 

 O ato de ler é tão emocionante porque podemos viajar na imaginação e ir a outros países, conhecer outras civilizações e outras pessoas através dos livros, de revistas e atualmente, da internet. De fato, acredito que todas as pessoas que gostam de ler conseguem ter essas mesmas experiências por meio da leitura. Um leitor chamado Newton Mesquita disse que o filho dele se chama Pedro por causa do Pedrinho do sítio do Pica-pau amarelo. Eu não tenho filhos, mas meu cachorro se chama Sansão por causa do personagem bíblico que tinha força sobre-humana. A bíblia é um livro maravilhoso para ler.

Eu sempre fui incentivado a ler pela minha mãe. O primeiro livro que ganhei foi sobre histórias bíblicas. Era ricamente ilustrado e “delicioso”. Realmente, era possível “viajar” àquelas antigas civilizações do velho e do novo testamento. Me lembro também do segundo livro: Branca-de-Neve e os sete anões. Ele vinha acompanhado de um disco compacto de vinil. Até hoje não esqueço a letra da “canção do trabalho”, cantada por Branca-de-Neve.

Porém, foi na escola que tive o primeiro contato com a literatura infanto-juvenil e os romances literários. Na antiga quarta série (5º ano), a professora lia com a turma todos os dias o livro O Saci. Para mim é a história mais legal de Monteiro Lobato! Cem Noites Tapuias, O Caso da Borboleta Atíria, A Ilha Perdida e outras histórias da série vaga-lume que li durante o ensino fundamental eram maravilhosas também! Na sétima série (8º ano) li três romances para trabalho de escola: Éramos Seis... Lindo! Olhai os Lírios do Campo... Maravilhoso! E O Meu Pé de Laranja-lima... ENCANTADOR! Quero assistir a adaptação para o cinema deste último, pois foi uma das histórias mais lindas que já li.

Adoro ler desde pequeno e como educador tento cultivar este hábito maravilhoso em meus alunos, meus amigos e todas as pessoas ao meu redor.

Um comentário:

  1. Na adolescência eu "Só queria ficar no quarto lendo, lendo, lendo...", como diz a Danuza Leão. Eu lia tudo o que me passava pelas mãos. Desde a infância eu via nos livros "um mundo que cria mundos", como a Profa. Marilena Chauí e lia muito.
    Iniciei uma voracidade leitora por volta dos dez anos. Certa vez, aos quinze, li "O caso dos dez negrinhos" indicado por um colega de classe mais velho que eu e que não tinha nenhum perfil leitor. Mas, contradizendo as aparências, ele adorava Agatha Christie e me trouxe o livro para ler.
    Quando comecei, não conseguia parar e adentrei a noite imersa na leitura. Foi a minha primeira noite em claro, uma paixão sem volta. Depois do ensino médio, me apaixonei pela Literatura no cursinho pré-vestibular. Naquela época, me impressionava a relação da literatura com a sociedade. Na universidade, os textos do Prof. Antonio Candido foram inspiradores e reveladores da transformação que a leitura realiza no ser humano. Hoje sinto a leitura como ingrediente da humanização social, libertando à medida que descortina um "catálogo de experiências possíveis" como reflete Contardo Calligaris, fazendo da literatura "um meio de aprender a sonhar a própria liberdade".

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